Dê a quem você ama: Asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar! (Dalai Lama)

07
Set 11

Começo a sentir o “efeito cinquentenário” e estou adorando!

Abri mão de tanta coisa em minha vida (não por culpa ou imposição de ninguém mas por mim mesma) que agora fico querendo correr atrás do prejuízo.

Com essa reflexão, ando tirando a diferença no meu trabalho com as tintas (fiquei 22 anos sem pintar), uma vida sem ter coragem de mostrar meus escritos, meus esboços e agora soltei o nó que eu mesma atei e faço "streep tease" da alma. Assim mostro fragmentos de diários, anotações de agendas, riscos e rabiscos, esboços, fotos, rugas, óculos, celulite, riso, pranto...mostro meu avesso que escondi como se fosse defeituoso. Defeituoso era meu jeito de me camuflar... Timidez? Insegurança? Que importância tem isso agora?

Vou fazer aula de tango. Siiiiim! Tenho paixão por tango e nunca dancei e nem contei a ninguém, com real intensidade, o quanto gosto.

Aliás, eu nunca dancei e adoooooro dançar (na verdade..dancei! rs)...pois vou dançar tango agora (“por una cabeza”..ai! aquela cena do Al Pacino ...aquela moça esperando o noivo...ele convencendo-a a viver o momento...Um momento dançando tango com Al Pacino...é tudo de bom!!!!)

Tem mais! Quero viajar muito. É só organizar legal a parte financeira e pegar estrada...

Não conheço nada do Brasil! Minhas filhas conhecem nordeste, sul (por causa da dança) e eu não conheço nada! Minha mãe dizia: “essa menina vai longe" e eu nunca saio daqui do interiorrr...

É isso! Documentei minha rebeldia e se ninguém fizer nada contra, serão todos coniventes com a minha felicidade. Terão que responder por isso junto comigo.

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Edna Feitosa
27/02/04/13.27h

http://ilove.terra.com.br/edna/causos/rebeldia.asp

 

Obs: Hoje, dia 02 de novembro de 2009. Não dancei tango ainda e chorei muito quando fui assitir "Dança comigo", em 2006. Chorei pelo tango que não dancei, pela viagem que não fiz e pelas vezes que "dancei", sem querer, embora eu tenha certeza dos tantos passos de dança que aprendi e que me deram tanto jogo de cintura pra "valsear" a vida!

publicado por LauraBM às 23:04
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10
Set 10

Dizem que, a uma certa idade, nós as mulheres nos fazemos invisíveis.

Que nossa actuação na cena da vida diminui e que nos tornamos inexistentes para um mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens.
Mentira prévia, pois as verdadeiras "mulheres" são impulsionadas para a vida e suas circunstâncias mais que em qualquer outro tempo que não seja o agora.

Eu não sei se me tornei invisível para o mundo, porém nunca fui tão consciente da minha existência, nunca me senti tão protagonista da minha vida, e nunca desfrutei tanto cada momento da minha existência como agora.
Descobri que não sou uma princesa de contos de fada; descobri o ser humano sensível que sou, com suas misérias e suas grandezas mas também muito forte.

Descobri que posso me permitir o luxo de não ser perfeita, de estar cheia de defeitos, de ter fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e de não corresponder às expectativas dos outros.
E apesar disso…gostar de mim, me amar...

Quando me olho no espelho e procuro quem fui… sorrio àquela que sou…
Me alegro do caminho andado, assumo minhas contradições.
Sinto que devo saudar a jovem que fui com carinho, mas deixá-la de lado porque agora me atrapalha.
Seu mundo de ilusões e fantasias, já não me interessa. É bom viver sem ter tantas obrigações.

Que bom não sentir um desassossego permanente causado por correr atrás de tantos sonhos.
“A vida é tão curta e a tarefa de vivê-la é tão difícil que quando começamos a aprendê-la, já é hora de partir ".
Por isto não deixe para amanhã o que tem de realizar; faça hoje, pois amanhã poderá ser tarde demais.
Sonhe grande, viva intensamente, ame-se para saber que "valeu a pena ter passado por este caminho"!
Faça de seu mundo, uma magia onde seu conto seja verdadeiro, pois fadas e princesas já o somos e temos o privilégio de construir nosso castelo, de procurar nosso príncipe e, acima de todos os despeitos e ilusões, construir nossa própria felicidade.
Somos os protagonistas de nossa história, escrevamos, pois, uma história brilhante e infinita.

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recebido via Internet, s/autoria

publicado por LauraBM às 01:01
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10
Set 09

minha última turminha-2003 

EdnaFeitosa_turma2003.jpgAcho que só hoje me conscientizei de que preciso parar de juntar, pesquisar materiais, imprimir histórias...
Minha saudade chegou dolorida e colorida hoje e trouxe rápido o Lucas, o Ivan, a Marcela, a Angélica, o Rogério...ah! O garoto Rogério – capítulo à parte na minha vida!
Cultivei de novo o Pé de poesia e me espalhei no chão com os alunos  pra entender Bolero de Ravel, "letras de Tom, com música de Chico"...ou era o contrário? Eu não me lembro mais (que  Drummond me perdoe)...
Minha saudade foi pro morro de Mauá: Vila Mercedes, Vila São João...trem de subúrbio... parou na sala de aula...nos olhos da Veridiana...
Passeou no desfile de sete de Setembro, na bandeira hasteada, na mão no coração...
Depois foi pra Sebastianópolis...Parou na única escola do município e entrou nas salas de aula ao lado da Deise, Diego, Veridiana, Guilherme, Fábio, Daniela...Parou na sala da primeira série única fechada por setenta e oito dias por conta de uma greve que eu "peitei" sozinha, com o idealismo e a coragem  de quem ainda "acreditava em luta de classe trabalhadora".
Minha saudade veio de Votuporanga, dos alunos excepcionais - deficientes mentais, no Fernando que me inspirou o poema Rosa azul (nos meus versos no site)...Foi pra São Paulo- Apae da  Vila Mariana... pra Mauá, São Caetano...Ida Iolanda...
Minha saudade parou na aboborinha que eu ganhava dos alunos, no quiabo, na pamonha, nos afilhados que “ganhei” pra baptizar...no ovo caipira, no frango que eu nunca matei pra comer... (morreu de velho ou de solidão...)...
Minha saudade parou nos projectos que fiz com tanto amor...na quadrilha, no teatro, nos contos contados tantas vezes...na paineira da Escola Ezequiel...
Dói e faz bem esse passeio...nem sei se entendo...Sei que durou  31 anos...Dos meus 17 aos 48 anos de idade - até Janeiro de 2003...e me traz lágrimas aos olhos...
Acho que esse é mais um conto pra eu contar no meu diário...o conto da minha saudade que voltou pra sala de aula e por pura ingenuidade fez de conta que já não contava mais...
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Edna Feitosa
http://ilove.terra.com.br/edna/CAUSOS/minha_saudade.asp

publicado por LauraBM às 23:47
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10
Set 08

chocolatebarritas.JPGDa infância, eu, menina, tenho muitas recordações...uma delas se refere ao chocolate que comia escondida em sala de aula, nos tempos de colégio de freira ... mordidas que puderam retornar o tempo de barras amargas ou doces que não me deixaram esquecer, dos apuros passados nas horas travessas.( Hoje tenho o que contar nesse mero exercício de escrever...)             
Por muitas vezes meus dedos buscavam um pedacinho de chocolate debaixo da carteira da escola. Os olhos viravam-se para os lados a procura de alguma curiosa companheira que poderia estar tomando conta do que não lhe dizia respeito. Punha-o escondido na boca, bem devagar e em pedaços pequenos para não ser descoberta. O barulho da embalagem muitas vezes, denunciava aos vizinhos e logo alguém pedia um pedacinho .

Lá na frente, a professora nem imaginava o que acontecia na turma da cozinha ( o pessoal do fundo da sala ). Outras vezes, porém, o sorriso maroto denunciava a acção e pelos cantos da boca a pasta castanha escorria para em seguida ser lambida causando o arrepio igual ao do final do orgasmo. .. e a mestra, então, reprimia .
Cada pedacinho a gosto trazia a cura da ânsia do momento. Não era fome. Era o simples prazer do errado.
Aquela barrinha deslizava pela língua gostoso , subia ao céu da boca e parava entre os dentes com pena de acabar.
As mãos logo procuravam outro pedaço e o que menos interessava naquele momento era a aula que corria lá na frente cheia de palavras amargas. Doce era o chocolate que eu comia escondido!

Nesse tempo se aprendia muito pouco pois nessa idade não se entende a necessidade da cultura. As professoras eram chatas e o que mais importava era contar o tempo para chegar a hora do recreio. Que tempo bom era aquele! Que saudade!
Na minha memória saudosa o chocolate não tem o mesmo gosto. Acho que o tempo dissolveu o açúcar. Toda a infância virou apenas recordação.
Hoje o chocolate me engorda, dá dor de barriga, espinha, urticárias, celulites, osteoporose além de ser caro e viciar. Até o nome "chocólatra" que não existia, agora se encontra fácil nos dicionários modernos!
Assim percebo como o sonho acabou e consumiu minha infância , a transformando em memórias, fazendo de mim uma chata que não bebe, não fuma e não pode se lambuzar num enorme chocolate!
Imagina você que naquela época queríamos que a infância passasse logo pra gente crescer e ser mocinha rápido!
Não. Não vou me render a essa crónica certinha com começo, meio e fim ! Não vou terminá-la sem uma solução coerente para esse problemão todo.
Vou abraçar sim a embalagem vermelha, abri-la bem devagar. Sentar com as pernas cruzadas na frente da minha televisão e devorar esse chocolate suavemente como quem canta uma canção.
De paixão, minhas lágrimas escorrem e o chocolate desce arrastado e molhado.
Ponto. É o final. A teimosia venceu a razão para constatar a minha condição de imperfeita e a minha eterna saudade do tempo que o errado era certo e que o amargo era doce de qualquer jeito.
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Claudia Vilella de Andrade
www.prosaeverso.com/claudiavilleladeandrade.htm

publicado por LauraBM às 00:31
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10
Set 07

relogiodespert.gifSempre acompanho o programa que o João Gasparini  leva ao ar todas as noites, de segunda a sexta, das oito às dez, através da Rádio Serra Negra. É um programa alegre, descontraído, intimista como convém a uma cidade pequena, onde todos se conhecem.
Só que, às nove em ponto, o João apresenta um momento de oração, nos moldes católicos. Nesse momento, invariavelmente, eu choro. Um choro morno, sem desespero, de pura saudade, por recuperar na memória alguma coisa de um mundo que eu perdi, e que era muito católico.
"Salve a mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida..."
Revejo o oratório de minha avó Laura, o quadro de Santa Luzia, a gravura do anjo da guarda protegendo a menininha que ia cair num precipício. Mamãe rezando à Nossa Senhora Aparecida para que papai voltasse vivo da guerra na Itália. Tia Líbia no Santuário de Santa Terezinha, acendendo velas para iluminar o caminho das almas. Tio Chote assistindo contrito à dança do Moçambique. Tia Dita levando-me ao Convento do Carmo para rezar novenas. Enquanto choro, vou revendo outros tios, outras tias, suas devoções.

Naquele mundo devoto, só meu avô Nicolau destoava. Ele dizia:
– Não gosto quando dizem que sou um homem bom! Fico com medo de ir para o céu, quando morrer. Se for como na igreja, não vai ter nada do que eu gosto. Já imaginou ficar uma eternidade sem cerveja, sem jogo de bocha, rezando dia e noite no meio daquela velharada beata? Porca miséria!
Quando vovô estava morrendo, um padre foi chamado para ouvir-lhe a última confissão. Ao sair do quarto, com lágrimas nos olhos, o padre declarou à família:
– Acabo de ouvir a confissão de um homem quase santo! Só o Bispo será digno de rezar uma missa por ele...
E de facto o meu avô, um pobre marceneiro, teve sua alma especialmente encomendada pelo Bispo da diocese de Taubaté. Talvez porque tivesse conseguido ser bom pelo gosto de ser bom, sem por isto esperar recompensas na terra ou no céu...

Choro sim, e chorando lembro um trem.
Havia um trem, que todo ano me levava para a casa de meus avós. Era sempre noite quando eu chegava, e meu avô já estava esperando na estação. Era sempre madrugada quando eu ia embora, e meu avô ia té a estação para a despedida. Na curva, quando eu olhava pela janela, ele ainda estava lá, acenando com um lenço branco. Eu chorava, e sabia que ele também estava chorando.
Mas haveria um retorno, que hoje não há.
Que é que eu posso fazer em Taubaté, terra onde nasci e onde passava as férias, senão chorar junto às sepulturas de toda uma grande família que se extinguiu? Se é para chorar, choro aqui mesmo, com hora marcada, às nove em ponto. Pelo menos isso me deixa livre o resto do tempo, para rir, cantar e dançar, para celebrar a vida.
Boa noite, vovô! Quando meu trem chegar, espero que ele me leve directo para a estação onde você está, nem que seja só para passar umas férias.
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9/10/2004
Ana França Suzuki


NOTA:
Crónica premiada no Brasil, da minha amiga Ana Suzuki

Esta crónica, publicada há muito  tempo em Serra Negra, e que até me ajudou a receber naquela cidade o prémio "Alto Relevo", em votação popular, é a minha predilecta, aquela que nunca me arrependi de haver escrito. É a que dedico a todos, mas de forma muito especial ao João Roberto Gasparini, por uma fase inesquecível de minha vida. Te amo demais, João!

publicado por LauraBM às 17:32
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10
Set 06

raminholindo.gifRepassando uma crónica especial de Ana Suzuki, uma mulher sessentona que nunca perdeu a capacidade de se entregar ao choro e ao riso, tal qual uma criança, embora presa fácil da saudade dos tempos idos.

Juntem-lhe a bondade da alma, a capacidade de se condoer com os problemas alheios, as histórias para crianças que publica, as palestras que faz, de escolinha para escolinha, incentivando à leitura e encontrarão uma mulher especial como poucas, nos dias d'hoje.

A minha homenagem à Ana Suzuki e ao seu «Trem das Onze» com uma estação mesmo à minha porta!

Para a Schyrlei Pinheiro, o meu agradecimento por nos ter aproximado, achando que ficaríamos amigas. Acertou!

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Laura B. Martins

 

ÀS NOVE EM PONTO

Sempre acompanho o programa que o João  Gasparini  leva ao ar todas as noites, de segunda a sexta, das oito às dez, através da Rádio Serra Negra.
É um programa alegre, descontraído, intimista como convém a uma cidade pequena, onde todos se conhecem.
Só que, às nove em ponto, o João apresenta um momento de oração, nos moldes católicos. Nesse momento, invariavelmente, eu choro. Um choro morno, sem desespero, de pura saudade, por recuperar na memória alguma coisa de um mundo que eu perdi, e que era muito católico.
"Salve a mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida..."

Revejo o oratório de minha avó Laura, o quadro de Santa Luzia, a gravura do anjo da guarda protegendo a menininha que ia cair num precipício. Mamãe rezando à Nossa Senhora Aparecida para que papai voltasse vivo da guerra na Itália. Tia Líbia no Santuário de Santa Terezinha, acendendo velas para iluminar o caminho das almas. Tio Chote assistindo contrito à dança do moçambique. Tia Dita levando-me ao Convento do Carmo para rezar novenas. Enquanto choro, vou revendo outros tios, outras tias, suas devoções.

Naquele mundo devoto, só meu avô Nicolau destoava. Ele dizia:
– Não gosto quando dizem que sou um homem bom! Fico com medo de ir para o céu, quando morrer. Se for como na igreja, não vai ter nada do que eu gosto. Já imaginou ficar uma eternidade sem cerveja, sem jogo de bocha, rezando dia e noite no meio daquela velharada beata? Porca miséria!
Quando vovô estava morrendo, um padre foi chamado para ouvir-lhe a última confissão.
Ao sair do quarto, com lágrimas nos olhos, o padre declarou à família:
– Acabo de ouvir a confissão de um homem quase santo! Só o Bispo será digno de rezar uma missa por ele...
E de facto o meu avô, um pobre marceneiro, teve sua alma especialmente encomendada pelo Bispo da diocese de Taubaté. Talvez porque tivesse conseguido ser bom pelo gosto de ser bom, sem por isto esperar recompensas na terra ou no céu...

Choro sim, e chorando lembro um trem.
Havia um trem, que todo ano me levava para a casa de meus avós. Era sempre noite quando eu chegava, e meu avô já estava esperando na estação. Era sempre madrugada quando eu ia embora, e meu avô ia té a estação para a despedida. Na curva, quando eu olhava pela janela, ele ainda estava lá, acenando com um lenço branco. Eu chorava, e sabia que ele também estava chorando.
Mas haveria um retorno, que hoje não há.
Que é que eu posso fazer em Taubaté, terra onde nasci e onde passava as férias, senão chorar junto às sepulturas de toda uma grande família que se extinguiu?
Se é para chorar, choro aqui mesmo, com hora marcada, às nove em ponto. Pelo menos isso me deixa livre o resto do tempo, para rir, cantar e dançar, para celebrar a vida.

Boa noite, vovô! Quando meu trem chegar, espero que ele me leve directo para a estação onde você está, nem que seja só para passar umas férias.
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(escrito há muito tempo atrás)
Ana França Suzuki

publicado por LauraBM às 18:38
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21
Set 05

email24_caveira.gifUm belo dia eles somem!
Percorremos nossos olhos pelo Outlook e nada!
Onde estão?
Aquelas mensagens lindas, alegres e até engraçadas?!?!
Onde foi parar vc: "From"? Por que se foi? Eu não o deletei! Não bloqueei!
Que motivo lhe demos? Que motivo ele teve?
Começamos a consolar-nos com as suposições:
O pc está com defeito, teve que formatar, e ai perdeu tudo!
Quem sabe viajou? Ou quem sabe está com a vida corrida?
A namorada tá com ciúmes , o marido reclamou?
Mas... E se estiver doente?? Deprimido?? Sem grana para pagar a Internet?
Com dificuldade de digitar, quem sabe artrite? Será que roubaram o computador dele?
Onde está nosso amigo virtual?? Para onde foi??
Ai vem o pânico...
Onde ele mora? Sei que estava aqui dentro... Cadê????
Mas...
Em verdade ele existe de fato e de direito, tem endereço, CPF, tipo sanguíneo, DNA,  telefone, etc...
Pôxa!! Por que não peguei o número?? Onde vou acha-lo, neste universo imenso da net??
Será que voltará um dia?? Ou se foi para sempre??
Ai vem a raiva...
Vou bloquear o e-mail dele! Tá pensando o quê?? Que coisa!! Não fiz nada!
É um ingrato!! Nunca me considerou!
Depois vem a mágoa...
Lhe ofereci tanto e... Foi sem nem se despedir. Cadê?
Pois é , gente... Somos impotentes diante da imensidão e do anonimato da net!
Temos que acreditar no que se diz aqui, temos que imaginar quem é o outro do outro lado.
Ou melhor não imaginar???
Temos que manter os laços de uma fita que não é de seda e sim de chita, escorregadia, bem fina,
bem frágil.
Claro que tem aqueles que se apresentam e mandam dados.
Temos que confiar. Se for um maníaco? Céus! Será que é quem diz?
Mas em verdade, a maioria, quem são?? Onde encontra-los ?
Dentro da fragilidade da pontuação, cada um lê o que quer ou que lhe parece.
Quantas vezes dizemos olá!!!! E lêem OLÁ! Temos então que explorar bem o teclado!!!!!!!
Quantas vezes nossas intenções são lidas de maneira diferente, à mercê do humor e da pontuação de quem está do outro lado?? Inúmeras, todas!!
Já pararam para pensar:
Eles vem e vão de nossas caixas de mensagens, e nós entramos e saímos de suas listas de e-mails.
Quantos morreram e não sabemos? Quantos digitaram piadas em olhos embaçados de lágrimas !
Quantos retratos mentirosos... Quantas verdades nas entrelinhas...
Não podemos saber, não vemos, de fato.
Mas podemos ter a sensibilidade da sintonia humana, a fé no semelhante, a inocência pretendida,
podemos sentir quando se vão, e quando não nos querem mais?
Podemos sim, trata-los com o respeito que merecem, respondendo todas as sua perguntas,
mandando todas as mensagens, repassando todos os seus créditos, considerando-os do bem.
Para que um dia, quando não estiverem mais aqui, se tenha só saudade, e não mágoa e raiva.
Porque esta é a frágil ligação virtual, as vezes e muitas vezes tão realmente importante para fazer o dia de alguém, melhor.
Mas que, quando nos deparamos com a realidade de que os  fatos são virtualmente frágeis...
E que esses que se foram de nossa telinha podem nunca mais retornar...
Conhecemos enfim, a morte virtual.
Para ela só resta o luto de uma simples, mas sincera, poesia in memorian, por uma perda sentida e virtualmente real...
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Augusta Melo

publicado por LauraBM às 23:13
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10
Set 04

Se você tem mais de 40 anos você se lembra...
Você se lembra??? Sessão nostalgia.... Que saudade!!! Lindo demais!

Haaaaaaaaaaaaa, como me lembro!!!
Que saudades, tanta saudade!...
Tempinho bom... Só recordações gostosas e que não voltam mais!!!
Hummmm... como mexeu comigo esta música!!!!
Buááááááááááááááá..... sniff, sniff...

Bailesformatura_40anos.jpg Sons de músicas e rocks... palavras inocentes.
Lembranças...  Rebeldes... anjos, mas rebeldes... era como nós éramos naquela época...
Canções de protesto... mas de amor puro e verdadeiro... imagine:
“Sr. Carteiro, me entregue a carta do meu amor...” é o que diz a canção... Mr. Postman...
Era tão gostoso, dançar de rosto colado ouvindo: “Je t'aime moi non plus” quase sem sair do lugar... grudado no chão... corpo colado...
Entre suspiros e beijos “roubados”, eram “roubados” de verdade... a gente queria dar o beijo, mas sempre fingia que não...
E aquela inocência dos primeiros toques... um arrepio na espinha... Rosto vermelho de extremo pudor... não sabia como disfarçar... sentindo tudo e querendo tudo, mas sem se entregar...
Que roupa colocar? Um apropriado ”Inferno de Dante”.
Batom...perfume...sapato alto... vestido vermelho...que lindos! A gente ficava linda mesmo.
Eram os “bailes de formatura, “bailes de 15 anos”, os “mingaus” aos domingos, fumar escondido... tomar “hi-fi”, “cuba libre”... disco novo dos Beatles... uma disputa colossal... saber todas as músicas de cor... aprender inglês...
todo mundo tinha uma “banda”, todo mundo tocava violão... faziam-se versos...namorava-se... olhares de soslaio... nada de “encarar”... subtilmente dizendo “eu quero”...  e “eles” sabiam muito bem como chegar... não sei como é que faziam... sempre me intrigou isso... mas era uma química, uma fusão de sentimentos... na verdade, uma explosão deles.

E aí... nos bailes... tinha aquela história de “tirar a menina para dançar”... e era um “vexame” ficar sentada...
Luz que girava... Luz Negra... e se não se tomasse cuidado... ficava aparecendo tudo... calcinha e soutien... um horror!... Vi muitas meninas terem de ir para casa para se trocar...
Roupas coloridas, todos de cabelos compridos, meninos e meninas, de costas não se sabia quem era quem... o símbolo de V nos colares, anéis, brincos e qualquer tipo de enfeites ou bugigangas... Paz e Amor!
Dançar sozinhos... separados “Sugar, Sugar”... voltar à pé para casa, suados, cansados... com os sapatos nas mãos... todos...

Encher o quarto de fotos dos artistas preferidos...
ter um caderno de perguntas e respostas... era tão engraçadas as perguntas... muito melhores eram as respostas... Todas as meninas tinham um... e tinham também os “códigos”... a gente inventava... só para ninguém saber, se por acaso caísse em "mãos erradas", que normalmente era a mãe da gente.
Ler romances... roubar as “revistinhas indecentes” dos irmãos mais velhos...
Andar de ónibus... sentar na janelinha, ou no último banco, só porque pulava pra caramba!
naquela época quase ninguém tinha carro)...
Ir ao cinema aos sábados e não ter o dinheiro da passagem de volta porque gastou no “drops Dulcora” ou na caixinha de “Chocolate com passas ao rum ...
Assistir aos filmes de Jerry Lewis ou do 007...
Dar risada de todo mundo na rua, no cinema... na escola... rir o tempo todo...
Assistir sessão da tarde... Preocupações??? Quais???
Um dia...uma notícia dada na TV:
“O mundo vai acabar”! Olhamos uns para os outros e sabe o que a gente fez?
Foi prà rua jogar voleibol... no meio da rua... sim, no meio da rua... era onde podíamos sempre jogar... nada de carros...
E sabe o que aconteceu???
O mundo não acabou, nem aquele dia, nem quando passou o ano 2.000.
O que talvez tenha acabado foi a inocência... a irreverência sem maldade... a rebeldia comportada... porque tudo aquilo era o jeito de sermos felizes...
Lembranças que só tem quem viveu isso tudo é quem pode sentir e saber, o que é dançar ao som de “I wanna hold your hand”.
Ai que saudades!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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11/08/2004
artigo recebido por repasse, via Internet  (s/autoria)

publicado por LauraBM às 17:24
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:

R O D A P É

TELEFONES S.O.S.

"Vítimas de violência"

Números nacionais:
- SOS Mulher 808 200 175 (Linha Azul)
- Informação Mulher Vítima de Violência: 800 202 148
- Solidariedade à Mulher : 808 202 710

Lisboa:
- APAV, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima: 21 888 4732
- Solidariedade à Mulher : 808 202 710
- UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta):

Rua de São Lázaro, 111 - 1.º Dto. Telefone: +351 1 886 79 86 - Fax: +351 1 886 70 90

Coimbra:
- S.O.S. Mulher/ Fundação Bissaya Barreto: 239 832073
- APAV, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima: 239 702363 - www.apav.pt

Sintra:
- Informação à Mulher: 21 916 1404

Açores:

- SOS Mulher Angra do Heroísmo

- Rua Álvaro Martins Homem, 12 - 9700 - 017 Angra do Heroísmo - Telefone: 295 217860 Fax: 295 217 837

Ponta Delgada - 296 283221
- UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta):

Ponta Delgada - Rua de São João, 33 A - 2º 9500 - 107 Ponta Delgada Telefone/Fax: 296 283 221

"Gravidez e Planeamento Familiar"
- Solidariedade à Mulher/Gravidez não desejada: 808 202 710
- Lisboa - S.O.S. Grávida/ informação e apoio: 21 395 2143
- Lisboa - Despedimentos por Gravidez: 21 796 4027

"Suicídio"
- Telefone da Amizade - Angústia, solidão e prevenção suicídio: 800 205 535

Lisboa - Centro S.O.S. - Voz Amiga: 21 3544 545 - Das 16h às 07 horas

Ajuda na solidão, angústia, desespero e prevenção do suicídio.
Viseu - Telefone S.O.S. Palavra Amiga das 21h à 1 hora (032) 424282
Coimbra - Telefone S.O.S. Telefone Amigo das 16h à 1 hora: (039) 721010 - Prevenção do suicídio

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