Dê a quem você ama: Asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar! (Dalai Lama)

15
Jun 13

O namorado que termina um namoro, sem dar maiores explicações, não merece o menor sofrimento da sua parte.
O cara que some, que não atende mais telefonemas, que dá um perdido…que te deixa plantada nas esquinas de suas emoções e expectativas.
O que te faz sofrer, mesmo em um dia lindo.
Aquele que deixa a conta bancária do seu coração no vermelho.

 

E como não sofrer?
Não tem como não sofrer. Sofremos porque somos humanos e todo ser humano sofre, oras.
Mas quando você começa a entender o que houve, o sofrimento diminui.
Vamos pensar em um cara que some da sua vida, sem dar maiores ou menores explicações.
Pensando honestamente e com raiva, como geralmente pensamos nas pessoas sem educação e sem consideração que cruzamos pelo caminho.
Uma pessoa que não se preocupa em te dar uma real satisfação, até para que você possa refletir sobre o que houve, não merece seu carinho…
Porque levar um pé na bunda e não saber o porquê é uma tortura nojenta que nenhum ser humano merece.

 

E não fique achando que a culpa é sua.
Mulher sempre acha duas coisas: que a culpa é sempre dela e que toda liquidação é imperdível.
Pare!
Relacionamentos acabam, amores acabam, tudo acaba e é um direito de cada um acabar o que quiser.
Mas quando se trata de outra pessoa, cautela e respeito.
Senão fica um bando de mulheres loucas, perdidas, tentando entender o que houve.
Tudo bem, que isto gera assunto, seriados, crônicas, músicas, poesia, filme, isto dá o pão que os terapeutas precisam, mas…
Todo mundo tem o direito a um FORA DIGNO.
Sumir não é legal.
E se um cara sumir da sua vida, não corra atrás para saber o que houve.
Porque se ele morreu, sofreu um acidente, ou algo trágico aconteceu, você saberá.

 

E vamos combinar que a pessoa que TENTA SUMIR nos dias de hoje é muito cafona.
Quem some em tempos de internet é tão cafona…
Com redes sociais e com tantos gossips de plantão, fica difícil dar o truque.
E não existe nada mais triste que uma garota desesperada prometendo para si mesma e para o mundo que “vai mudar” (por um homem).
E não existe nada mais revoltante que uma mulher batendo a cabeça pelos cantos do sofrimento, repetindo para si mesma” que não consegue viver sem ele”.
Triste…triste quando uma mulher se responsabiliza por tudo, por todos, pelo peso do mundo…mulheres que foram DESEDUCADAS assim.
Portanto, gata garota, não manche seu rímel, não borre sua sombra por um Mané, que não teve coragem de apenas dizer que o AMOR ACABOU.
Seu coração, sua alma, seu útero e sua afetividade merecem algo bem melhor.
Bom dia, todos os dias, para você.
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Evandro Santo

publicado por LauraBM às 00:00
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07
Ago 11

Na noite de 28 de dezembro de 1988, a cantora Madonna passou nove horas aprisionada e foi torturada pelo ex-marido, o ator Sean Penn. Ele chegou embriagado. Pegou Madonna pelos braços, esbofeteou-a e amordaçou-a. A estrela foi amarrada numa cadeira. Sean colocou a cabeça dela no forno e ligou o gás. Ela desmaiou. Sean desligou o forno, abriu as janelas e desapareceu.

Melanie Griffith apanhava de seu marido, o ator Don Johnson. Quase diariamente, ela aparecia para filmar com hematomas por todo o corpo.

Anthony Quinn esbofeteou violentamente a mulher, Katherine De Mille (filha do diretor Cecil B. De Mille), ao descobrir que a moça não era mais virgem.

No verão de 1994, Carré Otis acusou o marido, Mickey Rourke, de agredi-la. Depois, no entanto, se arrependeu e não compareceu para testemunhar.

Diane Cilento, primeira mulher do astro escocês Sean Connery, declarou que o deixou porque ele lhe batia quase diariamente.

"A gente se ama. Ele me bate porque me ama. Mas, de vez em quando, ele apanha também". A frase é de Ava Gardner (1922-1990), a respeito de sua relação amorosa com George C. Scott.

publicado por LauraBM às 23:02
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10
Ago 10

...O marido chegou em casa, após o trabalho, e encontrou seus filhos brincando do lado de fora, ainda vestindo pijamas.
Estavam sujos de terra, cercados por embalagens vazias de comida entregue em casa.
A porta do carro da sua esposa estava aberta. A porta da frente da casa também. O cachorro estava sumido, não veio recebê-lo.

Enquanto ele entrava em casa, achava mais e mais bagunça. A lâmpada da sala estava queimada, o tapete estava enrolado e encostado na parede.
Na sala de estar, a televisão ligada aos berros num desenho animado qualquer, e o chão estava atulhado de brinquedos e roupas espalhadas.
Na cozinha, a pia estava transbordando de pratos; ainda havia café da manhã na mesa, a geladeira estava aberta, tinha comida de cachorro no chão e até um copo quebrado em cima do balcão. Ainda que tivesse um montinho de areia perto da porta.
 
Assustado, ele subiu correndo as escadas, desviando dos brinquedos espalhados e de peças de roupa suja.
Será que a minha mulher passou mal?' ele pensou. 'será que alguma coisa grave aconteceu?'
Daí ele viu um fio de água correndo pelo chão, vindo do banheiro.
Lá havia mais brinquedos espalhados, toalhas molhadas, papel higiénico na pia. A pasta de dente sem tampa e a banheira havia transbordado.
 
Finalmente, ele encontrou sua mulher ainda de pijama, na cama, deitada e lendo uma revista. Ela olhou para ele, sorriu, e perguntou:
- Como foi seu dia?
Ele olhou para ela completamente confusa, e perguntou: que diabos aconteceu aqui em casa? Por que toda essa bagunça?
Ela sorriu e disse:
- TODO DIA, QUANDO VOCÊ CHEGA DO TRABALHO, ME PERGUNTA: 'AFINAL DE CONTAS, O QUE VOCÊ FEZ O DIA INTEIRO DENTRO DE CASA?'
- BEM, HOJE EU NÃO FIZ NADA, FOFO . . .

publicado por LauraBM às 00:19
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10
Ago 09

carnaval_mascarilha.JPGTrês amigas, uma noiva, uma casada e uma amante decidiram fazer uma brincadeira: seduzir seus homens usando uma capa, corpete de couro, máscara nos olhos e botas de cano alto, para depois dividir a experiência entre elas.

No dia seguinte, a noiva iniciou a conversa:
- Quando meu namorado me viu usando o corpete de couro, botas com 12 cm de salto e máscara sobre os olhos, me olhou intensamente e disse: 'Você é a mulher da minha vida, eu te amo'. Fizemos amor apaixonadamente.

A amante contou a sua versão:
- Encontrei meu amante no escritório, com o equipamento completo! Quando abri a capa, ele não disse nada, me agarrou e fizemos amor a noite toda, na mesa, no chão, de pé, na janela, até no hall do elevador!

Aí a casada contou sua história:
- Mandei as crianças para a casa da minha mãe, dei folga pra empregada, fiz depilação completa, as unhas, escova, passei creme no corpo inteiro, perfume em lugares estratégicos e caprichei: capa preta, corpete de couro, botas com salto de 15 cm , máscara sobre os olhos e um batom vermelho que nunca tinha usado.
Pra incrementar, comprei uma calcinha de lycra preta com um lacinho de cetim no ponto G. Apaguei todas as luzes da casa e deixei só velas iluminando o ambiente.
Meu marido chegou, me olhou de cima abaixo e disse:
- Fala aí, Batman, cadê a janta?

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Somos tomadas como certas e perdeu-se o romantismo.
Se os maridos nos preservam e defendem é apenas por puro comodismo.
Somos os robots do lar e nada mais.
É essa falsa sensação de segurança que nos rouba a coragem de mudar.
-----
Laura

publicado por LauraBM às 23:13
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15
Ago 08

DE TODAS AS COISAS SOBRE AMOR ESCRITAS POR UMA MULHER ESSA FOI A MAIS VERDADEIRA, MAIS CONTUNDENTE E MAIS CORAJOSA.
mulher_bocadedo.JPGTexto de Danielle Miterrand,  esposa do ex-presidente François Miterrand, ao povo francês, após ter recebido críticas impiedosas por ter permitido a presença da amante do marido e de sua filha, Mazarine, na cerimónia fúnebre do marido.

"Antes de mais nada devo deixar claro que não é um pedido de desculpas.
Muito menos um enunciado de justificativas vãs, comum aos covardes ou àqueles que vivem preocupados em excesso com a opinião dos outros.
Aos 71 anos, vivendo a hora do balanço de uma existência que é um sulco bem traçado e profundo, já não mais preciso, e nem devo, correr atrás de possíveis enganos.         
Vivo o momento em que as sombras já esclarecem e que as ausências são lindas expressões de perenidade e criação.           
Sombras e ausências podem ser tudo, ao passo que luzes e presenças confundem os mais precipitados, os mais jovens.

Vivi com François 51 anos; estive com ele em muito desse tempo e me coloquei sempre.
Há mulheres que não se colocam, embora estejam; que não se situam embora componham o cenário da situação presumível.
Uma vida de altos e baixos.
Na época da Resistência nunca sabíamos onde iríamos passar a noite - se na cama, na prisão, nos bosques ou estendidos por toda a eternidade.
Quando se vive assim em comum, cria-se uma solda e a consciência de que é preciso viver depressa. Concentrar talvez seja a palavra.
Por isso tentei entendê-lo, relacionar-me com sua complexidade, com as variações de sua pessoa e não de seu carácter...
Quem entende ou, pelo menos luta para compreender as variações do outro, o ama realmente. 
E nunca poderá dizer que foi enganada ou que jamais enganou.
Não nos enganamos, nos confundimos quando nos perdemos da identidade vital do parceiro, familiar ou irmão. Ou jamais os conhecemos, o eu também, não é um engano.
Quem não conhece, não tem enganos.       

Nas variações do outro, não cabe o apaziguador que destrói tudo antes do tempo em forma de tranquilidade. Uma relação a dois não deve ser apaziguada, mas vibrante, apaixonada, e não, enfastiada.
Nessa complexidade vi que meu marido era tão meu amante quanto da política.
Vi, também, que como um homem sensível poderia se enamorar, se encantar com outras pessoas, sem deixar de me amar.

Achar que somos feitos para um único e fiel amor é hipocrisia, conformismo.
É preciso admitir docemente  que um ser humano é capaz de amar apaixonadamente alguém e depois, com o passar dos anos, amar de forma diferente. Não somos o centro amorável do mundo do outro. É preciso aceitar, também, outros amores que passam a fazer parte desse amor como mais uma gota d'água que se incorpora ao nosso lago.
Simone de  Beauvoir dizia bem que temos amores necessários e amores contingentes ao longo da vida.

Aceitei a filha de meu marido e hoje recebo mensagens do mundo inteiro de filhos angustiados que me dizem: - "Obrigado por ter aberto um caminho. Meu pai vai morrer, mas eu não poderia ir ao enterro porque a mulher dele não aceitava".         

É preciso viver sem mesquinhez, sem um sentido pequeno, lamacento, comum aos moralistas, aos caluniadores e aos paranóicos azedos que teimam em sujar tudo.
Espero que as pessoas sejam generosas e amplas para compreender e amar seus parceiros em suas dúvidas, fragilidades, divisões e pequenas paixões.
Isso é amar por inteiro e ter confiança  em si mesmo" .
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8/06/2005
artigo recebido via Internet, s/autoria

publicado por LauraBM às 00:02
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10
Ago 07

japonesa_agradar.gifVocê está num Relacionamento de Violência Emocional?
O seu parceiro degrada-a ou diminui-a continuadamente?
Se você pensa que o seu relacionamento não é de abuso, só porque você não sofre violência física, pense melhor.

A Violência Emocional pode ter consequências devastadoras, tanto na saúde física como na saúde mental.
A Violência Emocional ou Psicológica pode ser difícil de apontar, mas os exemplos abundam por aí.

Eis algumas características:

- Usar o poder económico para a controlar
- Ameaçar ir-se embora
- Incutir-lhe medo de usar certos olhares, gestos ou acções
- Esmagar coisas
- Controlá-la através de a minimizar, negações ou culpas
- Aligeirar o abuso e não levar a sério a sua preocupação sobre isso
- Criticar constantemente, chamar nomes, gritar consigo
- Degradar você emocionalmente em privado, mas agindo com charme em público
- Humilha-a em privado ou em público
- Abster-se de lhe dar aprovação, apreço ou afecto como punição

O que você pode fazer (como vítima):

- Seja responsável.
Você tem tido um papel nesse tipo de relacionamento e deve ter um papel em mudá-lo.
Dizer ao seu parceiro que o tratamento dele não é aceitável não é suficiente.
As suas acções falam mais alto do que as suas palavras, portanto você tem que fazer duas coisas importantes:

Mude a sua própria rotina ou comportamento e diga ao seu parceiro que você não aceita ser mais violentada.

- Não há vítimas, apenas voluntárias!
Não se deixe ir na onda só para alinhar. A paz a qualquer preço não é paz.

- Os relacionamentos estão sempre abertos a negociação.
Você precisa de se sentar com o seu parceiro, olhá-lo nos olhos e dizer-lhe que está a tomar uma posição. Que você não continuará nessa relação se o abuso continuar. A partir daqui comece a negociar. Estabeleça a forma de ambos poderem tomar posição para que a relação funcione bem.

- Vigie-se a si mesma para ter a certeza de que não cai de novo no papel de vítima.
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27/06/2007
Dr. Phil
Tradução: Sara Rafael
http://geocities.yahoo.com.br/jerusalem_13/sararafael.html

publicado por LauraBM às 22:55
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05
Ago 06

frs.perfume.gifVivemos um equivoco muito sério.
Achamos que temos de ser aprovadas pelos outros para sermos amadas.
Não é verdade.
O amor é uma energia que fica impregnada em nossas auras.
E não é o amor ao próximo que atrai mais "próximos"; é o amor que temos por nós mesmas.

Se você se aceita, se gosta e tem orgulho do que faz - certo ou errado, não importa porque afinal você faz alguma coisa e quem não estiver contente que venha tomar seu lugar e fazer melhor - então é lógico que vão te amar também.

Quando a gente exala o perfume do amor, da auto-aceitação, da fé em si mesmas, não tem como ser diferente, a gente vive "brilhando" nosso perfume.
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24/09/2005
Claudia Giovanni

publicado por LauraBM às 17:59
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05
Ago 05

Mulher_caracois.jpgJamais permita que algum homem te escravize,
você nasceu livre para amar, e não para ser escrava.

Jamais permita que o teu coração sofra em nome do amor,
amar é um ato de felicidade, por que sofrer?

Jamais permita que teus olhos derramem lágrimas,
por alguém que nunca te fará sorrir!

Jamais permita que teu corpo seja usado,
saiba que o teu corpo é a moradia do espírito,
por que mantê-lo aprisionado?

Jamais permita ficar horas esperando por alguém,
que nunca virá, mesmo tendo prometido!

Jamais permita que o teu nome seja pronunciado em vão
por um homem que nem sabe se tem nome!

Jamais permita que o teu tempo seja desperdiçado,
por alguém que nunca terá tempo para você!

Jamais permita ouvir gritos em teus ouvidos,
o amor é o único que pode falar mais alto!

Jamais permita que paixões desenfreadas,
tirem você de um mundo real, para outro que nunca existiu!

Jamais permita que os outros sonhos
se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo!

Jamais acredite que alguém possa voltar,
quando nunca esteve presente!

Jamais permita emprestar teu útero,
para gerar um filho que nunca terá um pai!

Jamais permita viver na dependência de um homem,
fazendo crer que você nasceu inválida!

Jamais permita que você fique linda e maravilhosa,
para esperar um homem que não tenha olhos para te admirar!!!

Jamais permita que teus pés caminhem
em direção de um homem, que só foge de você!

Jamais permita dor, tristeza, solidão,
ódio, ressentimento, ciúme, remorso,
e tudo que possa tirar o brilho dos teus olhos,
fazendo enfraquecer a força que existe dentro de você!

Jamais permita que você mesma
perca a dignidade de ser MULHER!!! 
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Nelson Araújo

publicado por LauraBM às 01:58
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15
Ago 04

mar_azulclaro.jpg Maravilhoso......
Quantas vezes precisamos destes momentos...

Por um momento apenas...

"...Quero um pedacinho de tempo para poder descansar esse peso do mundo que estou sentindo em meus ombros ...
Um tempo onde não me perguntem nada, nem me peçam nada, apenas me permitam o direito de dar vazão ao pranto que venho engolindo com o café-da-manhã, enquanto visto a máscara de "olhem como sou valente e forte"....
Quero ser a criança que pode chorar livremente até que me ponham no colo, restabelecendo assim, o equilíbrio que necessito para dormir em paz.
Quero me aventurar na busca dos sonhos, sem ter que vê-los pintados com as cores do desânimo, ou coloridos com as cores do impossível...
e quero poder brincar com meus sonhos como se fossem massinha de modelar ilusões; lambuzar neles os meus dedos, até decidir quando precisam se desfazer.
Quero ter companheirismo também nas horas em que tudo parece ter se perdido, e encontrar apenas um ombro onde possa repousar meu cansaço, um ombro que seja silêncio e carinho.
Quero deixar que me invada toda a dor do mundo neste instante, porque ela é minha, real e única, e que como tal seja aceite e compreendida... mesmo que eu ainda não saiba lidar com ela...
E quero poder dizer : - Está doendo sim!
Sem assustar ninguém, causando uma revolução tão grande que meu mundo pareça ainda mais desabitado. Seria possível?
Daqui a pouco tudo vai parecer diferente e novo, eu sei.
Vou secar os olhos, vou à luta outra vez e da dor hei-de ressurgir mais forte ...
Porque sou noventa e nove porcento matéria que dificilmente se desintegra.
Então, por favor, por um momento apenas, neste meu pequeno momento humano, neste "por cento" de fragilidade, quero ser igual a todo mundo e chorar."
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(Marina Amorim)

publicado por LauraBM às 01:32
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10
Ago 04

mulher_cozinha.jpg "Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
"O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne. "Sou mãe."
"Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. 'Dona de casa' dá para isso", disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante, do género 'oficial inquiridor'.
"Qual é a sua ocupação?" perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
"Sou Pesquisadora Associada no Campo do Desenvolvimento Infantil e das Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.
Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
"Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz exactamente nesse campo?"
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me a responder:
"Tenho um programa permanente de pesquisa (qualquer mãe o tem), em laboratório e no terreno (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Trabalho para os meus Mestres (toda a família), e já passei quatro provas (todas meninas). Claro que o trabalho é um dos mais exigentes da área das humanidades (alguma mulher discorda???) e frequentemente trabalho 14 horas por dia (para não dizer 24...).
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, levantou-se, e pessoalmente abriu-me a porta.
Quando cheguei a casa, com o trofeu da minha nova carreira erguido, fui cumprimentada pelas minhas assistentes de laboratório - de 13, 7 e 3 anos. Do andar de cima, pude ouvir a minha nova modelo experimental (uma bebé de seis meses) do programa de desenvolvimento infantil, testando uma nova tonalidade da voz.
Senti-me triunfante!Tinha conseguido derrotar a burocracia!
E fiquei no registo do departamento oficial como alguém mais diferenciado e indispensável à humanidade do que "uma simples mãe"!

Maternidade... Que carreira gloriosa!
Especialmente quando se tem um título na porta.
Assim deviam fazer todas as mulheres!
E as avós: "Associada Sénior de Pesquisa no Terreno para o Desenvolvimento Infantil e de Relações Humanas".
E as bisavós: "Executiva-associada Sénior de Pesquisa". Eu acho!!!
E também acho que para as tias podia ser "Assistentes associadas de Pesquisa"."

publicado por LauraBM às 17:23
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02
Ago 04

mulheraovolante.jpgSão 7h.
O despertador canta de galo e eu não tenho forças nem para atirá-lo contra a parede.
Estou tão cansada, não queria ter que trabalhar hoje.
Quero ficar em casa, cozinhando, ouvindo música, cantarolando, até.
Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro , passeando pelas redondezas.
Aquário? Olhando os peixinhos nadarem.
Espaço? Fazendo alongamento.
Leite condensado? Brigadeiro...

Tudo menos sair da cama, engatar uma primeira e colocar o cérebro pra funcionar.

Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a matriz das feministas que teve a infeliz ideia de reivindicar direitos à mulher e por que ela fez isso connosco, que nascemos depois dela.
Estava tudo tão bom no tempo das nossas avós...
elas passavam o dia a bordar, trocar receitas com as amigas, ensinando-se mutuamente segredos de molhos e temperos, de remédios caseiros, lendo bons livres das bibliotecas dos maridos, decorando a casa, podando arvores, plantando flores, colhendo legumes das hortas, educando as crianças, frequentando saraus, a vida era um grande curso de artesanato, medicina alternativa e culinária.

Aí, vem uma fulaninha qualquer que não gostava de sutiã, nem tão pouco de espartilho, e contamina várias outras rebeldes inconsequentes com ideias mirabolantes sobre "vamos conquistar o nosso espaço".
Que espaço, minha filha?
Você já tinha a casa inteira, o bairro todo, o mundo ao seus pés. Detinha o domínio completo sobre os homens, eles dependiam de você para comer, vestir, e se exibir para os amigos, que raio de direitos requerer?

Agora eles estão aí, todos confusos, não sabem mais que papéis desempenhar na sociedade, fugindo de nós como o diabo da cruz.
Essa brincadeira de vocês acabou é nos enchendo de deveres, isso sim. E nos lançando no calabouço da solteirice aguda.
Antigamente, os casamentos duravam para sempre, tripla jornada era coisa do Bernard do vôlei - e olhe lá, porque naquela época não existia Bernard do vôlei.

Por quê, me digam por quê um sexo que tinha tudo do bom e do melhor, que só precisava ser frágil, foi se meter a competir com o macharedo?
Olha o tamanho dos bíceps deles, e olha o tamanho dos nossos!
Tava na cara que isso não ia dar certo!

Não aguento mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos, acessórios usar.
Que perfume combina com meu humor, tendo que sair correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia erecta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas?
Somos fiscalizadas e cobradas por nós mesmas a estar sempre em forma, sem estrias, depiladas, sorridentes, cheirosas, unhas feitas, sem falar no currículo impecável, recheado de mestrados, doutorados, e especificações (uffffffffff!!!!!!!)...

Viramos super mulheres, continuamos a ganhar menos do que eles!
Não era muito melhor ter ficado fazendo tricô na cadeira de balanço?

Chega, eu quero alguém que pague as minhas contas, abra a porta para eu passar, puxe a cadeira para eu sentar, me mande flores com cartões cheios de poesia, faça serenatas na minha janela (ai, meu Deus, já são 7:30h, tenho que levantar!), e tem mais: que chegue do trabalho, sente no meu sofá, coloque os pés pra cima e diga "meu bem, me traz uma dose de whisky, por favor?".

Descobri que nasci para servir.
Vocês pensam que eu tou ironizando? Tou falando sério!
Estou abdicando do meu posto de mulher moderna......
Troco pelo de Amélia.
Alguém se habilita?
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artigo recebido por repasses, via Internet,(s/autoria)

publicado por LauraBM às 18:12
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01
Ago 04

mulher_shiu.jpgSou a que te acompanhou no outro dia de tua formatura, pró resto da vida.
Sou aquela que usava Lee americana número 28 e ainda ficava folgada.
Aquela que roubou o saleiro do restaurante e se assustou quando o garçom veio dar o troco.
A que estudava e namorava em dias inteiros, mesmo sendo de anos diferentes.
A que só acampou uma vez, pra nunca mais, pois gostava de não fazer nada.
Sou a que tomou um porre com duas cervejas, cantou no Pátio de São Pedro, e foi aplaudida.
A que acompanhava a pescar e nunca disse o quanto detestava isso.
A que nunca soube jogar xadrez e que desistiu de tanto tentar.
A dos biquinis mais biquinininhos do mundo, sabendo que isso te matava de raiva.
Sou a que acordava nas madrugadas porque estava com frio, e pedia para me cobrires.
Sou a que, mesmo morrendo de sono, acordava pra fazer teu jantar.
A que deixava bilhetes com batom no espelho do banheiro.
A que subia na mesa pra cantar, sabendo-te por perto pra me defender.
A que tomava gin tónica pra ninguém notar que havia bebido.
Sou aquela de mini-saia e blusa de frente única.
Que usava brincos enormes comprados nas feiras hippies.
Que se equilibrava nos sapatos de saltos escandalosos para tentar ficar de tua altura.
A que casou de vestido de noiva cor de salmão, deixando a família sem saber o que dizer.
Sou a que correu da polícia de salto alto gritando contra a ditadura.
A que subia nas ladeiras de Olinda pra namorar ao por do sol.
A normalista que tinha todos os sonhos do mundo.
Que colocava Guevara na parede da casa de praia do Guarujá.
Que sonhava ser musa do Godard.
Que colocava a família no sofá esperando os dois segundos de fala que aparecia na TV.
Sou a que cozinha tomando vinho, enquanto telefona para Recife, escutando BB King.
Que escutava Chico Buarque, enquanto esperava a hora de namorar.
Sou a que chorou em Chorus Line e riu no Fantasma da Ópera.
A que se emociona com bobagens.
Que dormia no teatro e acordou com Cacilda Lanuza pegando a sua mão.
A que dormiu no chão de um quarto e sala enquanto esperava a mobília.
Sou a que renasceu com todos os amigos e celebrou cada minuto de sua vida.
A que lançou um livro e escutou do filho "mais uma loucura de minha mãe".
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Rosa Pena

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Comentário:
Sei que este tem muitos nomes brasileiros, a cronista é brasileira.
Sei que não é igual para todas as mulheres. Há diferenças que facilmente entendemos e poderemos adaptar a nós mesmas; mas o sentido é igual para todas nós.
É uma retrospectiva de vida, passadas as ilusões, na entrada da meia idade.
Quanto fizemos e deixámos de fazer? Quantas loucuras? Valeu a pena? Podemos relembrar e rir de nós mesmas?
Se assim for, podemos levantar a cabeça bem alto, erguer os ombros e dizer ao companheiro:
Shiu! Calado!
Lembras-te daquela que amaste e porque amaste?
Sou eu!
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Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 18:53
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R O D A P É

TELEFONES S.O.S.

"Vítimas de violência"

Números nacionais:
- SOS Mulher 808 200 175 (Linha Azul)
- Informação Mulher Vítima de Violência: 800 202 148
- Solidariedade à Mulher : 808 202 710

Lisboa:
- APAV, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima: 21 888 4732
- Solidariedade à Mulher : 808 202 710
- UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta):

Rua de São Lázaro, 111 - 1.º Dto. Telefone: +351 1 886 79 86 - Fax: +351 1 886 70 90

Coimbra:
- S.O.S. Mulher/ Fundação Bissaya Barreto: 239 832073
- APAV, Associação Portuguesa de Apoio à Vítima: 239 702363 - www.apav.pt

Sintra:
- Informação à Mulher: 21 916 1404

Açores:

- SOS Mulher Angra do Heroísmo

- Rua Álvaro Martins Homem, 12 - 9700 - 017 Angra do Heroísmo - Telefone: 295 217860 Fax: 295 217 837

Ponta Delgada - 296 283221
- UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta):

Ponta Delgada - Rua de São João, 33 A - 2º 9500 - 107 Ponta Delgada Telefone/Fax: 296 283 221

"Gravidez e Planeamento Familiar"
- Solidariedade à Mulher/Gravidez não desejada: 808 202 710
- Lisboa - S.O.S. Grávida/ informação e apoio: 21 395 2143
- Lisboa - Despedimentos por Gravidez: 21 796 4027

"Suicídio"
- Telefone da Amizade - Angústia, solidão e prevenção suicídio: 800 205 535

Lisboa - Centro S.O.S. - Voz Amiga: 21 3544 545 - Das 16h às 07 horas

Ajuda na solidão, angústia, desespero e prevenção do suicídio.
Viseu - Telefone S.O.S. Palavra Amiga das 21h à 1 hora (032) 424282
Coimbra - Telefone S.O.S. Telefone Amigo das 16h à 1 hora: (039) 721010 - Prevenção do suicídio

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