Dê a quem você ama: Asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar! (Dalai Lama)

09
Jun 11

Não há nada mais down que o final de uma relação, onde ainda existe amor no ar, e acontece em alguma das partes a traição.

O interrogatório do enganado se torna patético, pois se sujeita e sujeita o parceiro a uma competitiva fúria indiscreta.

Onde? Foi em motel? Quando? Com conhecido? Nos dias do dentista? Todos os dias?

A outra parte silencia, para poupar os detalhes que não levam a nada ou fica enfurecida e acaba dando-se por vencida, confessando que o novo amor é: "carinhoso, meigo, lindo, tudo de bom, o oposto do que já vivi contigo".

O traído finalmente tem a resposta que queria ouvir!

Agradece a “sinceridade” e pede então o inverso: "poupe-me dos detalhes sórdidos!".

Bizarro e intenso ritual este que precede o final de um romance, onde existia uma dupla, que virou trio. O passado vira negação, zombaria, mentiras. Invalida totalmente a vida vivida. O presente passa a ser acusação, choro, ameaças.

O interrogatório despe o traído de todo o orgulho, amor-próprio, vaidade, respeito de si mesmo.

Será que depois o atraiçoado se sente melhor? Certamente que não. Quem quer saber que o corpo amado, objeto de paixão, idolatrado, desejado, foi acariciado por outro alguém?
Os suspiros, antes exclusivos aos seus ouvidos, escutados pelo novo amor? Que mágoa danada!

Caso a traição seja da mulher, o filho venerado, que sempre foi a cara do pai, vai pro DNA, mesmo tendo aquele sinal idêntico ao do progenitor na coxa esquerda.
Famílias, amigos, vizinhos, periquitos, papagaios em extinção, são notificados que uma relação tão linda “A-CA-BOU”.

— Quem diria que era só fachada!
— A mim nunca enganou!
Ele sempre teve cara de corno e ela, de vadia.

Vocês não eram santos até bem poucos dias?
Se você vai partir porque já não agüenta mais essa relação, parta sem muita explicação, sem muitas alegorias de rancor, sem adereços de chifres, sem querer buscar razão para si, mesmo que existam cem delas, pois pode querer reverter amanhã esta situação. Nunca mais é coisa de dias, sempre é coisa de momento.

Quanto à traição, se foi sua, diga que traiu só por tesão e seu ato não tem perdão. Assuma que é filho da puta, que já nasceu torto na vida, que seu raciocínio se localiza entre as pernas.

Adeus, “cinco letras que choram”, mesmo que as lágrimas sejam de alívio!

Finais são sempre tristes, mas não necessariamente ridículos.

Casou engomado e vai sair todo rasgado?

Resolveu ficar e recomeçar? Permaneça, mas nada de discursos cômicos, nada de apelação.

Você não está concorrendo a prefeito(a). Já foi eleito. Apenas coloque um som, abra um vinho e diga: 
— Você é, e sempre será minha única paixão!

O amor quebra, cola, perde, acha, acaba, principia, mata, nasce, renasce, se for amor. Amor de fato. Nele não cabe muita teoria, mas sim muito carinho. Com ele virá naturalmente o indulto e a renovação.

— Júlio! Aumenta o som.
— Marta, mais um copo de vinho?
— Dançamos Love  me Tender?   

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Livro «Ui» 

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publicado por LauraBM às 01:07
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